quarta-feira, abril 30, 2008

O Iº Congresso do Rito Brasileiro Região Sul

O Iº Congresso do Rito Brasileiro Região Sul será realizado nos dias 16, 17 e 18 de maio de 2008 em Curitiba - PR, no Grande Oriente do Paraná localizado na Rua Antônio Martim de Araújo, 391 - Jardim Botânico.

Em sua 1ª edição, a realização do Congresso do Rito Brasileiro busca consolidar o Rito Brasileiro no sul do Brasil.

Curitiba será sede do I Congresso do Rito Brasileiro - Região Sul. O evento acontece de 16 a 18 de maio e contará com palestras e homenagens, além da elevação de Obreiros Colados nos Graus 31 e 32 ao Grau 33.

Nos dias 16, 17 e 18 de maio o Grande Oriente do Paraná - Rua Antônio Martim de Araújo, 391 - Jardim Botânico – em Curitiba-PR, realizará o I Congresso do Rito Brasileiro – Região Sul.

Na sexta-feira, dia 16 de maio, a partir das 14h serão realizadas às inscrições e o credenciamento dos Irmãos em meio à recepção. Para as 20h está marcada a Abertura Solene do evento. Haverá uma cerimônia em homenagem à mulher e também ao Grão-Mestre Estadual e ao Grande Primaz do Rito. Os Irmãos deverão trajar terno e avental.

No sábado, dia 17, a recepção e o credenciamento estão marcados para as 8h. As 9h começará uma palestra com o Irmão Barcelos Garcia, sobre Evolução e Crescimento do Rito Brasileiro. As 21h haverá um jantar dançante com música ao vivo.

No dia 18 de maio, domingo, haverá elevação dos Obreiros. Para mais informações sobre o evento acesse o site: www.congressoritobrasileiro.com.br

Programação do Iº Congresso do Rito Brasileiro - Região Sul

16/05/2008 - Sexta-feira

14:00h - Credenciamento - Recepção e Inscrições
20:00h - Abertura Solene – Cerimônia Especial de Abertura com a presença de familiares e convidados

- Apresentação das Lojas participantes seus veneráveis seus estandartes

- Cerimônia em homenagem a mulher

- Homenagem das lojas ao Grão-Mestre e ao Grande Primas

- Palavra do Grão-Mestre e do Grande Primaz

- Encerramento

Traje: Terno preto e Avental

17/05/2008 - Sábado

8:00h – Recepção e credenciamento dos participantes

8:45h – Hasteamento do pavilhão nacional com Banda da Policia Militar

9:00h – Palestra com Ir \ Wanderley Barcelos Garcia (Evolução e Crescimento do Rito Brasileiro)

10:00h - Apresentação dos temas para estudo

- Estrutura do Supremo Conclave Autônomo Paraná

- Divulgação, evolução e crescimento Rito no Brasil

- Uniformidade na realização de sessões do Rito

- Discussão, entendimento e sugestões sobre os rituais

- Estrutura Física, Ritualística e Filosófica do Rito Brasileiro no Paraná

10:30h – Composição dos Grupos de Estudo

10:45h – Estudos Ritualísticos do Rito Brasileiro

10:45h – Reunião do Grande Primaz com Artezatas, Veneráveis, Delegados, Egrépio Mestre e Obreiros Colados no Grau 33

12:00h – Almoço (incluído na taxa de inscrição)

14:00h – Apresentação de Sugestões e Pareceres dos Grupos

16:00h – Coffe-break

16:30h – Apresentação de Cerimônia Ritualística no Grau de Aprendiz

18:30h – Enceramento

21:00h – Jantar dançante com música ao vivo

18/05/2008 – Domingo

10:00h – Elevação dos Obreiros Colados nos Graus 31 e 32 ao Grau 33

domingo, abril 27, 2008

Refugia-te em Paz

"Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer." - (MARCOS, 6:31.)

O convite do Mestre, para que os discípulos procurem lugar à parte, a fim de repousarem a mente e o coração na prece, é cada vez mais oportuno.

Todas as estradas terrestres estão cheias dos que vão e vêm, atormentados pelos interesses imediatistas, sem encontrarem tempo para a recepção de alimento espiritual. Inúmeras pessoas atravessam a senda, famintas de ouro, e voltam carregadas de desilusões. Outras muitas correm às aventuras, sedentas de novidade emocional, e regressam com o tédio destruidor.

Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.

A legislação trabalhista vem reduzindo a atividade das mãos como nunca; no entanto, em tempo algum surgiram preocupações tão angustiosas como na atualidade.

As máquinas da civilização moderna limitaram espantosamente o esforço humano, todavia, as aflições culminam, presentemente, em guerras de arrasamento científico.

Avançou a técnica da produção econômica em todos os setores, selecionando o algodão e o trigo por intensificar-lhes as colheitas, mas, para os olhos que contemplam a paisagem mundial, jamais se verificou entre os encarnados tamanha escassez de pão e vestuário.

Aprimoraram-se as teorias sociais de solidariedade e nunca houve tamanha discórdia.

Como acontecia nos tempos da permanência de Jesus no apostolado, a maioria dos homens permanece no vaivém dos caminhos, entre a procura desorientada e o achado falso, entre a mocidade leviana e a velhice desiludida, entre a saúde menosprezada e a moléstia sem proveito, entre a encarnação perdida e a desencarnação em desespero.

Ó meu amigo, se adotaste efetivamente o aprendizado com o Divino Mestre, retira-te a um lugar à parte, e cultiva os interesses de tua alma.

É possível que não encontres o jardim exterior que facilite a meditação, nem algum pedaço de natureza física onde repouses do cansaço material, todavia, penetra o santuário, dentro de ti mesmo.

Há muitos sentimentos que te animam há séculos, imitando, em teu íntimo, o fluxo e o refluxo da multidão. Passam apressados de teu coração ao cérebro e voltam do cérebro ao coração, sempre os mesmos, incapacitados de acesso à luz espiritual. São os princípios fantasistas de paz e justiça, de amor e felicidade que o plano da carne te impôs. Em certas circunstâncias da experiência transitória, podem ser úteis, entretanto, não vivas exclusivamente ao lado deles. Exerceriam sobre ti o cativeiro infernal.

Refugia-te no templo à parte, dentro de tua alma, porque, somente aí encontrarás as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais, a que o Senhor te destinou.

Emmanuel
Do livro "Fonte Viva"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Contribuição do Irmão Lídio, Mestre Maçom da Loja "União e Prosperidade", GOB-SC.

sexta-feira, abril 25, 2008

Dia Nacional do Rito Brasileiro

Homo Hominis Frater

Há muito, há 40 anos, o Vinte e Cinco de Abril foi institucionalizado como O Dia Nacional do Rito. Momento especial de felicidade e alegria para todos nós que o praticamos, recordando a fundação, em 1968, da primeira Loja Simbólica a ser criada após a reimplantação vitoriosa: nossa querida Fraternidade e Civismo, a Loja Primaz do Rito. Nela, o orgulho, a felicidade, a satisfação que significam todos os Corpos do Rito, simbólicos e filosóficos, que, afinal de contas somos nós mesmos, homens de bons costumes, embalados por ideais de elevação moral e desejo de progresso social, homens que se esmeram no promover da paz e no desejo sincero de uma humanidade feliz.

Em ocasião tão auspiciosa, cumpre ao Primaz, não apenas saudar a todos, mas, também, dirigir-vos palavras de ânimo e gratidão. Ânimo porque, embora a gratificação emocional que de uma forma ou outra resulta da boa e suave vida em união, deve ser reconhecido que o exercício maçônico não é algo fácil em meio aos labores do dia a dia, de uma vida cada vez mais complexa. Complexa no lidar profissional, nas responsabilidades familiares, na convivência comunitária em geral; de uma vida que deve ser vivida em um mundo que se apresenta cada vez mais materializado, preso a egoísmos destrutivos. Gratidão porque - embora na humildade característica de um bom maçom, muitos de vós nem percebem o quanto têm realizado pela prosperidade do Rito - a verdade é que do trabalho individual de cada um, do devotamento, disciplina, interesse, da prática fraternal de que muitos são incansáveis - diga-se, a maioria - vem dependendo o visível progresso do Rito.

Basta mencionar, a grande festa dos 40 anos da Reimplantação Vitoriosa, que realizamos no Templo Nobre do Lavradio no último 19 de março. Quantos de vós já viram maior número de maçons, familiares e amigos da Maçonaria, reunidos ali no Templo Nobre em uma só sessão? Número incontável de irmãos de todos os ritos, vindos dos mais diversos Estados da União, do extremo Norte ao Sul; aqui do Leste aos limites ocidentais do Brasil; autoridades maçônicas do GOB e seus Grandes Orientes Estaduais, e de inumeráveis Obediências co-irmãs, dos mais diversos modelos de Corpos Filosóficos e Ordens maçônicas. Festa empolgante; congraçamento total, envolto em completa informalidade.

Em 1968, quando o irmão ÁLVARO PALMEIRA deu início à reimplantação do Rito, e os obstáculos eram muitos, e havia imensa incompreensão do que se tratava: quantos zombaram de nós? Quantos nos colocavam a pecha de irregularidade? Quantos perseguiram e procuraram impedir nossos primeiros passos? Poucos podíamos imaginar o estado atual, quando o Rito é respeitado e nossos membros merecem as mais expressivas manifestações de carinho de tantos e tão diversos maçons.

Na oportunidade, pois, do Dia Nacional do Rito em 2008, ainda embalados pelo entusiasmo dos 40 anos da Reimplantação Vitoriosa, saúdo a todos vós, irmãos do Rito Brasileiro e vos exorto aos esforços mais abnegados, às esperanças mais confiantes, aos ideais mais puros e empolgantes, como, por exemplo, repetir a todos o sublime preceito do Rito que diz: “Não se pode servir à Pátria, se não se servir primeiro à Humanidade”.

Muitos não estaremos aqui para assistir ao Cinqüentenário (2018); os mais jovens talvez nem compreendam porque tanta vontade, mas os mais velhos, com toda certeza, participantes de antigas batalhas, estarão exortando: “avante, avante companheiros!” Iniciemos a década que nos levará ao Cinqüentenário com o mesmo ardor juvenil com que Palmeira, já sexagenário, e os companheiros de 1968 deram início a esta caminhada. Caminhemos, irmãos, embalados pelo moto de Saint-Exupéry, em Citadelle, que Palmeira ensinava com tanta graça: “O que importa é partir e não ter chegado”. Agora dizemos, parodiando, “o importante não é ter partido, mas estar no caminho”.

Saudações pelo Dia Nacional do Rito.

NEI INOCÊNCIO DOS SANTOS
Soberano Grande Primaz do Rito Brasileiro

segunda-feira, abril 21, 2008

A Internet e os Maçons

"Quem não ocupa seu espaço está cedendo a outrem".

Nos tempos atuais a informática colocou o ser humano num mundo verdadeiramente globalizado onde a velocidade de troca de informações é dinâmica e as atualizações são obrigatoriamente diárias.

O contato entre os Maçons de todas as partes está ligando os elos da grande corrente maçônica espalhada pelo mundo. Esta comunicação através da Internet é a maior evolução eletrônica dos últimos anos, diminuindo o tempo e as distâncias mundiais, podendo e devendo ser usada como um prolongamento de Maçonaria. Nós precisamos estar atentos para acompanhar esses tempos, sob pena de ficarmos defasados e obsoletos.

Esta comunicação cada vez maior, mais rápida e mais barata já está mudando a face da Ordem Maçônica. Em seus contatos os Maçons trocam informações sobre a história, as tradições, os significados dos símbolos, a filosofia e os objetivos da Instituição.

Eles aprendem sobre as semelhanças e as diferenças entre as suas Lojas, os seus Ritos e os "Usos e Costumes" particulares da Maçonaria no Brasil e nos outros países. Sem dúvida a comunicação entre os Maçons, em quantidade cada vez maior buscando aperfeiçoamento pessoal, via Internet, tende a reforçar os laços fraternais que unem os Irmãos. Muitas vezes, estes laços se transformam em verdadeira amizade, pela troca de experiência e pela ajuda mútua na solução de problemas, tanto no que concerne a Ordem quanto em nível pessoal. Adicionalmente encontram novas idéias para melhorar suas Lojas.

Por outro lado, a globalização não trará mudanças nos princípios iniciáticos, morais e filosóficos da Instituição. Contudo, induzirá a grandes mudanças no relacionamento entre as Lojas e as Altas Administrações (Potências ou Obediências). A partir de então, as Obediências, invés de regulamentarem e administrarem cada movimento dos Irmãos e das Lojas, voltarão realmente a ser : "Força motora da Ordem".

Autoria do Irmão Valdemar Sansão
Texto enviado pelo Ser.'. Irmão José R. G. F. , M.'. I.'., Gr.'. 33º, Grande Orador Adjunto do Sob.'. Supremo Conclave do Brasil, Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro no Distrito Federal e Membro Ativo da A.'.R.'.L.'.S.'. Pioneiros de Brasília nº 2288 – Federada ao G.'.O.'.B.'. e Jurisdicionada ao G.'.O.'.D.'.F.'. - Rito Brasileiro.

Contribuição do Irmão C. K., Mestre Instalado da Loja "União e Prosperidade", GOB-SC, Deputado e Chanceler da Poderosa Assembléia Estadual Legislativa - SC.



domingo, abril 20, 2008

Fundação Hermon


Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos,instituída em 21/04/2001 pela Grande Loja de Santa Catarina, Grande Oriente de Santa Catarina e Grande Oriente do Estado de Santa Catarina, é composta de 150 unidades presentes em mais de 50 municípios catarinenses, potencializando a participação de aproximadamente 4.000 associados voluntários, para atuar com ênfase nas áreas da educação, saúde e assistência social; propiciando melhor condição de vida à sociedade catarinense pelo desenvolvimento de ações tendentes a transformá-la para melhor, através da qualidade, lisura, transparência e eficiência administrativa.

Atuação da Fundação Hermon

Na educação:
A) criar, instalar ou manter estabelecimentos de ensino de educação infantil, ensino fundamental, médio, pós-médio profissionalizante e universitários de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado;

B) criar, instalar ou manter centros de pesquisas, extensão e prestação de serviços às comunidades;

C) criar, instalar ou manter centros especializados na formação profissionalizante, voltados ao ensino, à ocupação e à integração de crianças,adolescentes e adultos socialmente carentes;

D) proporcionar integral desenvolvimento ao seu corpo discente, habilitando-o ao pleno ajustamento ao meio social, com ênfase aos valores morais, ao civismo, à família, à justiça, à liberdade, à igualdade e à fraternidade, sem distinção de raça, cor, credo ou condição econômica e social.

Administrando com eficiência colégios públicos ou privados;
Incorporando, saneando e reerguendo escolas deficitárias;
Aumentando a oferta de vagas na rede;
Mantendo um ensino de qualidade de maneira a preservar os valores morais;
Preservando, ampliando e otimizando o seu patrimônio;
Fomentando a criação de novas unidades de ensino;
Estimulando a sociedade a participar do processo como parceira mediante programas de bolsas escolares;
Investindo em programas sociais de preparação de jovens atletas, estimulando o desenvolvimento de atividades esportivas em suas unidades de ensino.
Na área da saúde:
Instalando ambulatórios de clínica geral e odontológicos em suas unidades de ensino, em parceria com o poder público;
Administrando ou gerenciando unidades hospitalares públicas ou privadas, através de parcerias, convênios ou incorporações calcadas na lisura, na eficiência e no zelo ao patrimônio e na valorização profissional;
Criando ou administrando postos de saúde destinados ao atendimento de comunidades socialmente carentes.

Na Assistência Social:
Desenvolvendo ações tendentes a propiciar melhor condição de vida a crianças e jovens socialmente carentes, introduzindo-os e acompanhando-os junto ao mercado de trabalho;
Gerenciando programas municipais de estacionamentos rotativos, com renda revertida a entidades assistenciais;
Desenvolvendo programas de levantamento de realidades sociais e, em conjunto com o setor público, propor ações para o atendimento das necessidades imediatas identificadas nas áreas de habitação, saúde, moradia, complemento alimentar, educação e recreação.

Na prestação de serviços:
Desenvolvendo pesquisas de opinião e levantamentos estatísticos sobre necessidades ou tendências específicas;
Prestando assessoria técnica nas áreas de tributação, licitação, Lei de Responsabilidade Fiscal, administração pública municipal, política, marketing, educação, saúde e assistência social;
Hotelaria e turismo;
Cozinha industrial - merenda escolar;
Computação e Informática;
Treinamento empresarial;


O Monte Hermon

No norte da Palestina há a cordilheira antilibana (de Antilíbano, uma de suas montanhas), em contraposição à libana, no território do Líbano, na qual se encontra o monte Líbano, famoso por seus cedros.

Nela destaca-se o monte Hermon, a sua mais alta montanha, com 2.760 metros de altura, com seu cume quase sempre nevado. Hermon, que, para os sidonianos era Sarion e, para os amorreus, Sanir, significa sagrado. Embora não se saiba a origem do nome, com o seu significado, o seu aspecto de majestade e mistério, próprio, para o psiquismo humano, das coisas sagradas, o justificaria. Por ser considerado sagrado, existiam, em suas encostas e até no cume, pequenos templos religiosos, cujas ruínas foram descobertas pela Arqueologia.

O orvalho refrescante que dele emana sempre foi muito apreciado na Palestina, um lugar quente e seco ; e era chamado de “orvalho do Hermon”. Além disso, a madeira das florestas e bosques de suas encostas forneciam a materia prima para a construção de navios, principalmente dos fenícios, grandes navegadores da Antigüidade.

Segundo alguns teólogos, o monte Hermon teria sido o local da transfiguração do Cristo, embora a maioria a situe no Tabor, um pequeno monte de 588 metros, localizado a sete quilômetros de Nazaré, ao nordeste da planície de Esdrelon.

Hermon, pelo seu orvalho que descia sobre a Palestina irrigando as suas terras, pelo fornecimento da madeira para os navegadores e pelo seu caráter sagrado, era, sem dúvida, na Antigüidade, a mais famosa e importante montanha da região, celebrada no Salmo 133 (ou no 132, segundo algumas versões).

José Castellani
Historiador

ASSIM COMO O MONTE HERMON NA PALESTINA FOI ELEMENTO ESSENCIAL NA VIDA DO POVO, A FUNDAÇÃO HERMON VAI ATUAR EM SANTA CATARINA EM FAVOR DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E PERFEITA.

Fundação Hermon

Florianópolis:
Fundação Hermon - Rua dos Ilhéus, 38 - Sala 803 -Cep: 88010-560
Fone/Fax: 3222.9123
E-Mail:fundacaohermon@fundacaohermon.com.br

40º Aniversário da reimplantação do Rito Brasileiro




SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL
Rito Brasileiro de Maçons Antigos, Livres e Aceitos
Rio de Janeiro, 18 de abril de 2008

Homo Hominis Frater

Há muito, há 40 anos, o Vinte e Cinco de Abril foi institucionalizado como O Dia Nacional do Rito. Momento especial de felicidade e alegria para todos nós que o praticamos, recordando a fundação, em 1968, da primeira Loja Simbólica a ser criada após a reimplantação vitoriosa: nossa querida Fraternidade e Civismo, a Loja Primaz do Rito Brasileiro. Nela, o orgulho, a felicidade, a satisfação que significam todos os Corpos do Rito, simbólicos e filosóficos, que, afinal de contas somos todos nós mesmos, homens de bons costumes, embalados por ideais de elevação moral e desejo de progresso social, homens que se esmeram no promover da paz e no desejo sincero de uma humanidade feliz.

Em ocasião tão auspiciosa, cumpre ao Primaz, não apenas saudar a todos, mas, também, dirigir-vos palavras de ânimo e gratidão. Ânimo porque, embora a gratificação emocional que de uma forma ou de outra resulta da boa e suave vida em união, deve ser reconhecido que o exercício maçônico não é algo fácil em meio aos labores do dia a dia, de uma vida cada vez mais complexa. Complexa no lidar profissional, nas responsabilidades familiares, na convivência comunitária em geral; de uma vida que deve ser vivida em um mundo que se apresenta cada vez mais materializado, preso a egoísmos destrutivos. Gratidão porque – embora na humildade característica de um bom maçom, muitos de vós percebem o quanto têm realizado pela prosperidade do Rito – a verdade é que do trabalho individual de cada um, do devotamente, disciplina, interesse, da prática fraternal de que muitos são incansáveis – diga-se, a maioria – vem dependendo o visível progresso do Rito.

Basta mencionar, a grande festa dos 40 anos da Reimplantação Vitoriosa, que realizamos no Templo Nobre do Lavradio no último 19 de março. Quantos de vós já viram maior número de maçons, familiares e amigos da Maçonaria, reunidos ali no Templo Nobre em uma só sessão? Número incontável de Irmãos de todos os ritos, vindos dos mais diversos Estados da União, do extremo norte ao Sul; aqui do Leste aos limites ocidentais do Brasil; autoridades maçônicas do G\O\B\ e seus Grandes Orientes Estaduais, e de inumeráveis Obediências co-irmãs, dos mais diversos modelos de Corpos Filosóficos e Ordens Maçônicas. Festa empolgante; congraçamento total, envolto em completa informalidade.

Em 1968, quando o Irmão ÁLVARO PALMEIRA deu início à reimplantação do Rito, e os obstáculos eram muitos, e havia imensa incompreensão do que se tratava, quantos zombaram de nós? Quantos nos colocaram a pecha da irregularidade? Quantos perseguiram e procuraram impedir nossos primeiros passos? Poucos podíamos imaginar o estado atual, quando o Rito é respeitado e nossos membros merecem as mais expressivas manifestações de carinho de tantos e tão diversos maçons.

Na oportunidade, pois, do Dia Nacional do Rito em 2008, ainda embalados pelo entusiasmo dos 40 anos da Reimplantação Vitoriosa, saúdo a todos vós, Irmãos do Rito Brasileiro e vos exorto aos esforços mais abnegados, às esperanças mais confiantes, aos ideais mais puros e empolgantes, como por exemplo, repetir a todos o sublime preceito do Rito que diz: "Não se pode servir à Pátria, se não se servir primeiro à Humanidade".

Muitos não estaremos aqui para assistir ao Cinqüentenário (2018); os mais jovens talvez nem compreendam porque tanta vontade, mas os mais velhos, com toda certeza, participantes de antigas batalhas, estarão exortando: "avante, avante companheiros!". Iniciemos a década que nos levará ao Cinqüentenário com o mesmo ardor juvenil com que Palmeira, já sexagenário, e os companheiros de 1968 deram início a esta caminhada. Caminhemos, Irmãos, embalados pelo moto de Saint-Exupéry, em Citadelle, que Palmeira ensinava com tanta graça: "O que importa é partir e não ter chegado". Agora dizemos parodiando, "o importante não é ter partido, mas estar no caminho".

Saudações pelo Dia Nacional do Rito.

NEI INOCÊNCIO DOS SANTOS
Soberano Grande Primaz do Rito Brasileiro.
Contribuição do Irmão C. K., Mestre Instalado da Loja "União e Prosperidade", GOB-SC, Deputado e Chanceler da Poderosa Assembléia Estadual Legislativa do GOB-SC.

sábado, abril 19, 2008

quinta-feira, abril 17, 2008

Em Honra do Ideal

Estás convocado para a construção de um mundo melhor. Desse modo, penetrarás no mundo a que realmente aspiras.

Exulta, entusiasmado, e não te detenhas.

Afasta o verbo da crítica destruidora e defende a concha dos teus ouvidos contra as acusações injustas.

Não te deixes atingir pela perseguição gratuita. Só os desocupados dispõem de tempo para a inutilidade das defesas inoperantes.

Observa a vida dos heróis e dos desbravadores. Todos passaram incompreendidos e desrespeitados.

O riso de uns poucos arraigados ao cepticismo e a ignorância de muitos parvos explodiram muitas vezes, em gargalhadas com que procuravam humilhá-los. A mordacidade, porém, foi vencida pelo vero ideal que eles defenderam e as gerações futuras o confirmaram.

Cinco séculos antes de Jesus Cristo, Aristarco de Samos, já pregava o Sistema Heliocêntrico. No entanto, não faz muito, Galileu foi constrangido a negar tal verdade.

Quando Eratóstenes, com instrumentos rudimentares e primitivos calculou a circunferência da Terra em 39.690 quilômetros, foi considerado louco. A Ciência contemporânea, dispondo dos mais perfeitos aparelhos, mediu essa mesma circunferência, que é de 40.075 quilômetros...

Hiparco afirma que o ano solar era de 365 dias e 1/4, menos 4 minutos e 48 segundos. Foi ridicularizado. Comprovou-se recentemente um engano... mas de apenas seis minutos.

Pregando a doutrina do amor universal, Jesus, a sós, foi crucificado e relegado ao escárnio dos séculos. Todavia, a Humanidade do futuro se encarregaria de recuperá-lo para a felicidade dos tempos.

Sai a campo. Respeita o tempo, usando-o com propriedade.

Valoriza as pequenas coisas positivas.

Desenvolve as qualidades de serviço pessoal.

E não estaciones ante o pessimismo dos derrotistas ou a falsa superioridade dos triunfadores da ilusão.

A tua fé te fala da excelência do dever cristão. Não podes temer.

Sempre surgirão acusadores pelo caminho e dificuldades repontarão freqüentes pela estrada.

Integra-te no objetivo a conquistar e não pares.

Vozes aparentemente credenciadas te acusarão.

Zombarão do teu caráter.

Zurzirão sobre a tua conduta.

Não lhes dês caso.

Embora adereçados e guardados em tecidos custosos, com tênue verniz social, são o que são.

Muitos cães usam coleiras preciosas engastadas de gemas caras, mas continuam cães.

Incitado, embora dormisse num palácio e comesse em salvas de prata, não foi além de cavalo.

Artifícios não modificam realidades.


Calçados de salto alto não adicionam altura real ao corpo reduzido.

Uma baia de cristal e ouro não altera a qualidade da ração para os animais.

Em razão disso, liga-te ao bem legítimo, mesmo que vertas lágrimas de sangue...

Difunde a verdade, estimula a ordem, elabora o serviço nobre, conclama ao dever, desculpa a ignorância, ama sempre e insiste nos postulados do Cristianismo puro.

Há muito solo a desbravar e muito trabalho a desenvolver em favor do futuro.

Sorri e desculpa, fazendo o melhor dos teus melhores esforços, e prossegue sempre.

E se porventura não atingires o clímax dos teus desejos em forma de contemplação dos triunfos almejados, por tombares nas refregas rudes e necessárias, outros continuarão o teu trabalho, permitindo-te contemplar da Esfera Melhor, aureolado de bênçãos, as tarefas ontem interrompidas a se desdobrarem abençoadas por outros corações que seguem resolutos e gratos ao teu heroísmo anônimo.

Joanna de Ângelis
Do livro "Messe de Amor"
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Contribuição do Irmão Lídio, Mestre da Loja "União e Prosperidade", GOB-SC.

Cadeia de União

Todo Ritual e Cerimonial serve tanto aos homens como aos planos astral e mental, já que estabelece entre eles um canal de forças.

Os Rituais e Cerimoniais são úteis para colocarem os planos astral e mental em contato com o nosso plano físico. Por mais simples que sejam, despertam vibrações no plano físico, repercutindo nos mundos astral e mental, atraindo a atenção dos planos invisíveis elevados, os quais canalizam e projetam vibrações como resposta, derramando forças espirituais em nosso meio. Desempenham papeis muito importantes na criação e manutenção de vibrações nos planos superiores, formando o que chamamos “EGRÉGORA”.

Ao formarmos a Cadeia de União no encerramento dos trabalhos com as mãos entrelaçadas em forma de círculo, despedindo-nos e invocando sobre nós os benefícios do G.·.A.·.D.·.U.·., cumprimos um Cerimonial de nosso Ritual e, como tentarei demonstrar, estabelecemos entre os planos físico e espiritual uma conexão poderosa.

A Cadeia de União, como o termo já sugere, é uma corrente formada por elos que são os IIr.·. e nos prepara para receber a Pal.·. Sem.·., cumprindo assim o Ato Administrativo previsto no Ritual do Grau de Ap.·. do R.·.E.·.A.·.A.·.. Alguns autores são de opinião que esse é o único motivo para a formação da Cadeia, que tem como objetivo dar regularidade ao Maçom, permitindo-o frequentar as sessões, e deve ser fornecida por um poder central. Se o conceito fosse apenas esse, não precisaríamos nos estender muito mais. Porém, orientando nossa pesquisa para o amplo entendimento do tema encontramos na própria formação física da Cadeia de União o primeiro sinal de sua profundidade. O corpo humano registra através de nosso sistema nervoso tudo o que recebemos do mundo exterior, e ao formarmos a Cadeia nossos sentidos são alterados pelos pontos de toque físicos nas mãos e nos pés, e pelo som produzido pela palavra que se materializa, afetando também nosso cérebro. Todas essas sensações são de permuta, já que o corpo de cada participante, cada um a sua maneira, recebe e doa essa energia a ponto de haver uma perfeita união fraterna.

O som gerado pela Pal.·. Sem.·. propicia aos participantes a meditação, mas não aquela meditação solitária, e sim uma unificação mental dos IIr.·. que participam da Cadeia, gerando um estado de consciência superior, mesmo que por alguns instantes, mas o suficiente para despertar a paz interior e estimular nossos mais nobres valores que serão estendidos ao mundo profano, produzindo seus efeitos positivos. Alcançamos tal estado durante a Cadeia de União graças aos pontos de energia em nosso corpo conhecidos como Chakras. Na transmissão da Pal.·. Sem.·. ativamos os chakras Laríngeo emitindo energia sonora e o Frontal, emitindo energia mental, já que a fala é produto do pensamento. Existem outros pontos de energia que ativamos dependendo de nosso estado emocional: Se estivermos emotivos, ativamos o chakra umbilical e se o amor nos move ativamos também o chakra coronário (acima da cabeça). Por isso a postura do Maçom ao participar da Cadeia de União é de fundamental importância para que atinja a concentração necessária em sua realização.

Ainda concentrando nossa atenção nos efeitos causados em nossos sentidos vindos do campo físico quando da realização da Cadeia de União, passamos ao segundo ponto de toque, que são as mãos. Os braços cruzados, estando o esquerdo por baixo do direito configuram uma postura para a fluidez de nossa energia magnética, onde a mão esquerda atua como receptora e a mão direita como doadora, ativando os chakras cardíaco e do plexo solar (abaixo do coração), unificando todos numa única concentração de vontade. No apertar de mãos, onde se unem os elos da corrente, ocorre a distribuição de energia, onde sua mão direita irá apertar a mão do Ir.·. colocado à esquerda e vice-versa. “Que a mão direita não saiba o que a esquerda faz”. Não será possível medir a quantidade de energia transmitida e recebida dos IIr.·. que nos cercam.

Os pés constituem o terceiro ponto de toque na formação da Cadeia de União. Estando em esquadro, com os calcanhares unidos e tocando as pontas dos pés dos IIr.·. que estão dos lados, é o ponto de apoio onde se formará uma corrente de energia magnética que é receptora da vontade que deseja se manifestar no mundo material e emana sua influência benéfica não só aos participantes do Rito, como também é projetada a todo o mundo.

A forma circular na formação da Cadeia de União representa o Universo formado por homens unidos numa grande corrente fraternal. Não só a terra como todo o Cosmos, obedecendo às leis naturais, movem-se harmonicamente em circulo. É formada no Centro do Templo, composta de elos humanos exatamente iguais, representando os espíritos maçônicos unidos pela solidariedade de idéias e pela comunhão de sentimentos e aspirações. Não existe um elo maior que outro. Sendo formada em círculo, criamos um campo interno, e neste, um ponto central. É aí que se forma um “plano” ou “estado de consciência”, que é formado pelas forças emanadas dos que compõem a Cadeia. As forças concentradas no centro da superfície permanecem estáveis e não se dispersam para baixo, porque os pés dos IIr.·. unem-se uns aos outros; nem no centro, porque as mãos se apertam e tampouco para o alto, porque as mentes se unem. Esse “Campo de Força” inclui também a presença e a força da “Egrégora”, já que a loja continua reunida. Essa força concentrada é distribuída segundo o objetivo da Cadeia.

É exatamente nesse objetivo da Cadeia de União que residem algumas interpretações antagônicas. Como sabemos, Castellani é um ferrenho defensor de que a Cadeia de União serve única e exclusivamente para transmitir a Pal.·. Sem.·. e ponto final. Como ficou demonstrado, acreditamos que qualquer Ir.·. pode solicitar ao seu Ven.·. a formação da Cadeia de União, não porque tenha faltado à Sessão em que o Ritual foi realizado, mas para um determinado fim.

O objetivo mais comum seria a formação da Cadeia de União invocando as Forças Superiores para várias finalidades: emitir forças mentais em benefício de outros; a obtenção de benefícios para nós mesmos; a união dos IIr.·. que a formam e a melhoria da saúde, a de quem solicita a Cadeia de União ou de algum de seus familiares. As motivações podem ser as mais variadas e, a meu ver, não é necessário que se revele o motivo. Quem pediu pela formação da Cadeia saberá, e poderá contar com as forças e fluídos de seus IIr.·.. Se a Cadeia de União é realizada apenas semestralmente, essa fonte de forças extraordinária fica adormecida.

Concluindo, sem contudo esgotar as possibilidades de interpretações simbólicas, destacamos a importância do Ven.·. em manter os elos sempre perfeitos e em fraterna união, já que constituem um todo, e se houver um elo frágil, porá em risco toda a corrente. A Cadeia de União simboliza a fraternidade que se estende do Oriente ao Ocidente e de Norte a Sul do Templo, orientada pelo G.·.A.·.D.·.U.·..

Bibliografia:
Boucher, Jules - A simbólica maçônica - Editora Pensamento
Camino, Rizzardo da - Introdução à Maçonaria, Vol. 3 - Editora Aurora
A Cadeia de União - Editora Aprendiz
Castellani, José - Grande Oriente do Brasil
Ritual 1º Grau - Aprendiz - Gráfica e Editora Grande Oriente do Brasil
Instruções Grau I

Ir\ Vagner Fernandes
ARLS Fênix de Brasília Nº 1959
Or\ Brasilia DF
16/09/2002

Cadeia de União IV

Termo Cadeia de União só se tornou conhecido internacionalmente após a fundação do Escritório Universal da Maçonaria, escritório este que inicialmente era uma entidade privada do Irmão Eduard Quartier La Tenti, Grão_mestre suíço em 1902.

O termo cadeia e prisão são sinônimos e portanto "Cadeia de União" quer dizer "prisioneiros de um amor fraterno universal", lembrando que os maçons encontram-se presos aos seus Irmãos na solidariedade do bem comum e do crescimento espiritual. Quando da formação da Cadeia de União, o contato mental é instantâneo, o que quer dizer, nenhum "elo" permanecerá isolado e fora do todo, tendo esta formação mental e a Palavra Semestral o dom mágico de unir elos esparsos. A palavra união encontra o seu sentido no Salmo 133: Oh! Quão bom e quão suave é que os Irmãos vivam em união.

Na era nuclear em que vivemos fica claro que uma série de átomos ligados entre si formam uma cadeia. Dentro de nossa Ordem, a Maçonaria representa esse átomo e os maçons a cadeia de elementos, formando um só símbolo "O Homem Universal". Os elos da Cadeia de União são os mesmos de uma cadeia comum mental, isto é, os elos interligados entre si embora individualmente soltos, procedendo como os elementos do próprio átomo que conservam sua individualidade e personalidade, mas, quando em cadeia estão unidos sem estarem soldados entre si.

O objetivo primário da Maçonaria é unir os Irmãos de tal forma que possam parecer um só corpo, uma só vontade, um só espírito, formando um Templo coeso, compacto, uma massa só, de partes teregogêneas formando um todo, uma só instituição. Deste modo não diminui nem absorve personalidades isoladas, como o Universo que também subsiste como um todo, tem perfeitamente individualizado cada átomo, cada parte de que é composto. Os maçons, portanto, quando estão unidos pela Cadeia de União, não estão absorvidos nem diluídos, mas ligados através da soma das forças físicas e mentais, existindo individualmente no todo.

O corpo humano através de seu sistema nervoso registra excitações que vêm do mundo externo e seus órgãos e músculos dão a estes estímulos as repostas apropriadas. Por isso tem o homem grande capacidade receptiva e esta só existe desde que ao seu lado exista um corpo doado, pois não existe receptividade sem que haja doação. A união destas duas "forças" completam o ciclo da natureza durante a Cadeia de União, onde as trocas são realizadas através dos nervos periféricos, também chamados de nervos sensitivos, que ao receberem as mensagens pela superfície do corpo e dos órgãos dos sentidos são enviadas para os demais órgãos pelo sistema simpático. é desta forma que os Irmãos quando unidos pelo corpo em "CAdeia", coloca-se submetidos a uma constante troca de excitações provocadas pelo toques mentais que as células nervosas têm condições de captar. Como podemos ver, recepções e doações de energia não passam de simples permuta, havendo, após determinado lapso de tempo, perfeito equilíbrio onde ninguém mais terá a dar ou receber. Haverá neste instante uma só identidade que denominamos de a "Vida em União", que pode ser compreendido com exatidão na palavra do Divino Mestre: "Eu e o Pai somos um". As permutas não são meramente psicológicas mas de conteúdo físico, pois a "energia" que se desprende de um pode passar para outro e vice-versa, como verdadeira corrente.

Portanto, formar a Cadeia de União apenas semestralmente com a finalidade de transmitir a Palavra Semestral, seria proporcionar aos membros de uma Loja escassa atividade espiritual.

Ir\ Francisco Alberto Matias
Loja Acácia de Taboão da Serra 309

A Cadeia de União III

Espero apresentar com este tema o enriquecimento dos que conhecem a "Cadeia de União", apenas como um ato litúrgico de transmissão da " Palavra Semestral", na realidade ela se constitui numa cerimônia totalmente ligada à filosofia maçônica, porque está embutida numa série de conceitos que se integraram ao alicerce da nossa Ordem.

Acredito que na próxima oportunidade, todos possam sentir os efeitos daquela que é não apenas um símbolo de união fraterna mas sim a própria fraternidade.

Tentarei ser mais sucinto e objetivo possível. Contudo pela elevada riqueza de informações e pelo interesse que me despertou o assunto, fui forçado a fazer uma descrição mais detalhada. É necessário, ter compreensão e obedecer com rigor a ritualística do acontecimento para que se produza o efeito esperado de elevar nosso espírito ao nosso Gr.: A.: D.: U.:

A Maçonaria, através dos tempos conseguiu reunir comportamentos retirados de todos os ramos do conhecimento humano e de todas as raízes esotéricas e filosóficas, oriundas das outras Instituições, como os mistérios de Ceres, os mistérios Egípcios, Rosacrucianos dos Alquimistas e dos Essênios.

Um dos comportamentos que influenciou a Teoria do Magnetismo Animal de Masmer, foi a Cadeia de União, é um instrumento místico que deve ser estudado e exercido com transparência para que possamos colher no aperfeiçoamento da sua prática, os seus efeitos benéficos. A Cadeia de União é formada no centro do Templo, composta de elos humanos exatamente iguais, representando os espíritos maçônicos unidos pela solidariedade de idéias e pela comunhão de sentimentos e aspirações. Não existe na corrente de União, um elo maior que outro, todos são iguais na Instituição fraternal, não admitimos hierarquia, nem superioridade, todos são iguais nos direitos e deveres.

A Cadeia de União, nos Ritos mais praticados no Brasil, é formada, exclusivamente, para a transmissão da Palavra Semestral; a exceção é o Rito Schroeder, onde a cadeia é obrigatória após o término de todos os Trabalhos.

Para transmissão da Palavra Semestral, somente os membros do quadro da Loja é que poderão fazer parte da Cadeia, que terá uma forma circular ou oval, estendendo-se do Oriente ao Ocidente.

No Rito Escocês, o Venerável ocupa o lado mais oriental da Cadeia, e terá à sua direita, o Orador e à sua esquerda, o Secretário.

O Mestre-de-Cerimônias ocupará o lado mais ocidental, bem de frente para o Venerável, tendo à sua esquerda, o 1º Vigilante e, à sua direita, o 2º Vigilante, isso no Rito Escocês. Os demais Irmãos do quadro comporão a Cadeia de acordo com o seu lugar em Loja.

Para a transmissão da palavra o Venerável a diz, em voz baixa, na orelha esquerda do Irmão que está à sua direita, e na orelha direita do que se encontra à sua esquerda, daí a palavra circula pelos dois lados, sendo recebida pelo Mestre-de-Cerimônias, em ambas as orelhas, ocasião em que esse oficial irá levar, ao Venerável, as palavras recebidas, dizendo, na orelha direita a palavra recebida no lado direito e, na esquerda, a palavra correspondente a esse lado.

Se a palavra estiver errada, o processo é todo repetido.

Se estiver certa, o Venerável dirá, simplesmente: "Meus Irmãos, a palavra está correta, guardemo-la como condição de regularidade e penhor de nossa fraternidade".

Desfaçamos a Cadeia e retiremo-nos em paz. Após isso, os Irmãos poderão fazer uma saudação de regozijo, abaixando e levantando os braços, sem desfazer a Cadeia, por três vezes, dizendo "Viva, Viva, Viva".

Como a Cadeia é composta após o encerramento dos Trabalhos da Oficina, é óbvio que não é feito nenhum Sinal, nessa oportunidade, nem o de ordem e nem a saudação.

Finalizando a Cadeia de União simboliza a igualdade mais preciosa e a fraternidade mais pura se estende do Oriente ao Ocidente e do Norte ao Sul do Templo, da mesma forma como o princípio da civilização se estendeu por todo mundo. Ela recorda que são verdadeiros Irmãos. A Cadeia de União lembra que a Instituição Maçônica é maior que as religiões, abraça todo Mundo conhecido, unindo com ramos de flores, raças, povos, nações e continentes. Bem de longe das preocupações da vida material, abre-se para o Maçom o vasto domínio do pensamento e da ação. Antes de nos separarmos, elevamo-nos em conjunto para o nosso ideal, que ele inspire a nossa conduta no Mundo profano, que guie a nossa vida, que seja a luz no nosso caminho. Cruzam-se os braços para identificar a unificação de todos numa única concentração de vontade, devotada à elaboração dos interesses da Ordem e da Loja.

Juntam-se as mãos para que o Venerável invoque a descida do verdadeiro espírito maçônico, sobre a totalidade de seus componentes, numa preparação para que vençam todos os obstáculos pessoais, limpando a atmosfera do Templo das vibrações impróprias ou maldosas à evolução de cada Obreiro.

"A Cadeia de União", é a mais bela e preciosa Jóia da Loja, ora móvel, ora fixa e quando formada representa a Luz dos Astros em torno do Sol.

"A Cadeia de União", simboliza o Universo e é eterna, como eternos e universais são o amor, a bondade, o progresso e a Justiça. Os homens unidos se abraçam constituindo uma só Cadeia de União, uma só família, orientada pela grandeza absoluta do Pai Celestial, que é o nosso Gr.: A.:D.: U.:

A Cadeia de União é mais um motivo para o Maçom praticar a verdadeira caridade, ou seja, a que o "Olhos não vêem", mas o coração sente.

Que a sabedoria de Salomão nos inspire, que a Força de Hiram Rei de Tiro nos mantenha firmes, unidos e que a beleza do Mestre Hiram Abi adorne os nossos pensamentos, as nossas palavras, gestos e atitudes para que possamos passar essa IMAGEM DA MAÇONARIA, na vivência de todos os instantes do Cotidiano de cada um de nós.

Assim Deus nos Ajude.

Ir\ Benedito Alves do Nascimento

Cadeia de União II

Ao encerrar-se o trabalho da Loja, os maçons se unem com as mãos entrelaçadas, em torno do Ara em forma de circulo despedindo-se e invocando sobre si os benefícios que o Grande Arquiteto do Universo proporciona, mantendo-se assim, unidos .

De ouvido a ouvido, partindo do Venerável Mestre, é transmitida a "palavra semestral" que é a senha atualizada e sigilosa, comprobatória de que o participante da Cadeia de União é membro regular e assíduo da Maçonaria.

Muitos Veneráveis não permitem a participação de Irmãos Visitantes à Cadeia de União. O Visitante, antes de ter acesso aos trabalhos, deve ser trolhado e revelar a palavra semestral, caso não a tenha, então sim, está justificada a sua exclusão à Cadeia de União.

O toque das mãos, tem sido sempre, desde a antigüidade uma prática esotérica, com a finalidade de reconhecimento e de transmissão de energia
.
O simbolismo da palavra toque nos vem dos Evangelhos (Mateus 7:7): "pedi e dar-se-vos-á; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á".

Tocai (batei) e abrir-se-vos-á a Porta do Templo. Pedi e dar-se-vos-á a Luz. Buscai e encontrareis a verdade.

O toque e a batida confundem-se. O toque das mãos, contudo, tem interpretação diversa, porque diz respeito ao magnetismo da própria pessoa. Unidos em Cadeia de União, as energias adquiridas durante os trabalhos da Loja, serão redistribuídas de tal forma que ao saírem da Loja, haverá um perfeito equilíbrio.

Ao iniciar a Cadeia de União, todos conservando a sua postura (sinal gutural) do próprio grau, antes de se unirem as mãos hão de se manter em silêncio, invocando a presença do Senhor dos Mundos. Após o instante de meditação mística, unem-se as mãos entrelaçadas e exercitam-se as respirações, para que a inspiração e a expiração sejam procedidas e compassadas uniformemente.

Este exercício não traduz nenhuma pratica mística, mais apenas desvia o pensamento; enquanto houver a preocupação de manter uma respiração uníssona, ai mente afasta outros pensamentos e se prepara para receber as palavras que o Venerável, proferirá, recomendando a temperança, a prudência e sobretudo, a dedicação com a Loja e para com cada Irmão do quadro.

A cadeia de união é um fecho feliz e ao mesmo tempo uma preparação para a semana que se inicia, mantendo o maçom devidamente preparado para enfrentar as vicissitudes da vida.

É evidente que a Cadeia de União é formada de elos que unidos constituem um todo; a fragilidade de um elo põe em perigo toda corrente, por isso que a preocupação do Venerável será manter esses elos sempre prefeitos e unidos. A Cadeia de União vale pelo conjunto, de modo que quanto maior for o número de elos reunidos, tanto mais forte o resultado da corrente.

A Cadeia de União não deixa de ser uma postura e por isto deve ser rigorosamente observada sua formação intrínseca e extrínseca, unindo-se os Irmãos pelos pés , pelas mãos e pela mente.

A Cadeia de União é a mais bela e preciosa jóia da Loja, ora móvel ora fixa e quando formada, representa a corola dos astros em torno do Sol, que no caso representa a Luz ou seja, o Grande Arquiteto do Universo.
Ir\ Nêodo Ambrosio de Castro

Cadeia de União

Em diversos Ritos, forma-se a Cadeia de União, geralmente, ao final dos trabalhos, em loja; no Rito Escocês Antigo e Aceito em todos os 33 Graus essa formação assume aspectos muito sutis que merecem ser estudados.

A formação da Cadeia de União constitui-se num coroamento de uma proveitosa sessão em loja, pois, o Círculo que se forma, dando-se as mãos os irmãos, com os braços cruzados, direito sobre o esquerdo. Seus pés em esquadria tocam pelas pontas os dos irmãos aos lados, enquanto os seus calcanhares se mantém unidos. Conforma-se assim, vivamente, a corda de 81 nós (braços) e a orla dentada (pés). È um ato litúrgico dos mais belos.

Como tudo, o seu êxito no sentido estético e esotérico, está na dependência do comando; o Venerável Mestre é que lhe poderá imprimir maior ou menor misticismo.

Quando a Cadeia de União se forma, simplesmente, como um ato rotineiro para a "transmissão da Palavra Semestral", evidentemente, não passará de um alongamento da sessão.

A MEDITAÇÂO

Quando reduzimos um pensamento a um estado muito sutil, ele fica consideravelmente mais poderoso do que quando antes no plano grosseiro da mente. Quando o pensamento está preste a desaparecer no seu estado mais sutil, a "força-pensamento" criada chega a um máximo.
Assim, quando um pensamento é "reduzido" durante a meditação, o efeito aumenta. O valor da meditação está em "reduzir" o pensamento até que ele seja reduzido ao nada. Passamos a perceber o nosso interior, sendo que, para ver o mundo externo, valemo-nos dos olhos normais, de um dos cinco sentidos do corpo; para "ver" o mundo sutil, valemo-nos da "terceira visão", dos sentidos da percepção interna.

A percepção para o exterior depende energias a em direção para o interior, acumula energias. A percepção para dentro ou para o interior resulta da diminuição das atividades de nosso sistema nervoso, gradativamente, até a sua paralisação completa, até encontrar um estado maravilhoso de silêncio.

A atividade mental é reduzida ao descanso total, ao "ponto de agulha". Ponto que se situa na fonte do pensamento que é cósmica e pura, chegando ao "centro da vida", que é a Divindade em nós.

É evidente que a "meditação" instantânea e mesmo fugaz, tem seu fim e nós voltamos à realidade, trazendo conosco os resultados do mergulho dado, da viagem percorrida. A mente humana quando retorna, vem banhada de Luz porque esteve em contato com Deus. Sim, um Deus dentro de nós.

Quando acontece à volta para a realidade, o mundo já se faz notar como "ser", e nós passamos a amar o mundo, a respeitar a Natureza, a admirar a obra da Criação e desejamos um mundo melhor para os nossos semelhantes. O mundo será melhor porque nós estamos melhorando.

Sentiremos uma inclinação mais acentuada para as coisas do Espírito, buscaremos meditar em outras oportunidades e retornarmos àquele "contato" que nos deu tanta felicidade.

A PERMUTA DENTRO DA CADEIA DE UNIÃO

O corpo humano através de seu sistema nervoso registra as excitações que lhe vêm do mundo exterior; os seus órgãos e os seus músculos dão a estas a resposta apropriada.

É tanto com a sua consciência como com o seu corpo que o homem luta pela existência.
Este seria o homem "receptivo", ao seu lado existirá um corpo "doador".

Não haveria "receptividade" sem "doação".

A união dessas duas forças completam o ciclo da Natureza e nada mais adequado e importante, que ser feita a "troca" dentro da Cadeia de União.

O corpo humano, unido em Cadeia de União submete-se a uma constante troca através das excitações dos toques, os quais são produzidos pelas mãos e pelos pés. Contudo dada à aproximação dos corpos, surgem outros toques, como as ondas sonoras (que materializam) que atingem os pavilhões auriculares e tantas células nervosas que tem a faculdade de "capturar" a curta ou longa distância, essas "doações", ou emissões.

"Recepções" e "doações" não passam de "permutas" havendo, após determinado lapso de tempo, e uniformidade de respiração, um perfeito equilíbrio. Ninguém terá mais a "dar" nem a "receber", haverá uma só identidade. É a "vida em união" Do Salmista, ou a compreensão exata das palavras do Divino Mestre: "Eu e o Pai, somos UM".

São os "vasos comunicantes", sendo os condutores, as mãos que se firmam num estreitamento fraterno.

As "permutas" não são meramente psicológicas; elas têm conteúdo físico, pois a energia que se desprende das mãos, chega a produzir calor.

As mãos unidas permitem que a energia vital circule por todos como "baterias" ligadas em série. As mais carregadas cedem parte de sua energia excedente que se acumulará nas mais carentes. Estabelece-se assim um equilíbrio energético entre os obreiros, num exercício de caridade interna. Por se comportar como um circuito transferidor de energias vitais é que a Cadeia de União é desfeita bruscamente, de forma que se evite romper o equilíbrio estabelecido. A Cadeia de União é, pois, antes de tudo um gesto de fraternidade, comunhão e caridade.

Na Cadeia de União o efeito desejado será a "paz interior", maior "criatividade", maior "sabedoria", maior "polidez da vida" e a integração de valores, em todos os campos da existência.
Este efeito de aumentar a paz interior e ter sucesso externo com toda a harmonia é adquirido pelo efeito de um som especial próprio para o momento em que irmãos se unem, para como se fossem "UM SÓ" e receberem o "som" que um "Poder Superior" fornece. Esse "poder Superior", no sentido hierárquico.

O SOM

O Som é um elemento que conduz por caminho natural e suave, à meditação. O "som" enquanto se forma a Cadeia de União, adquire importância relevante e total.

Por isto faz-se necessário muito cuidado na programação do fundo musical.

Música jovem, clássica, de câmara, popular, folclórica ou qualquer outra, primitiva ou requintada, tudo será válido, uma vez que produza efeitos necessários para a "comunhão" que há de realizar, no cruzamento dos braços e na união das mentes.

A LUMINOSIDADE

Para que possa existir um ambiente propício a meditação e à realização da "Cadeia de União", torna-se recomendável à luminosidade do recinto, no caso, do próprio Templo. Muitas Lojas usam tão somente a luz dos três candelabros de vela; outras adotam a luz de uma pira que arde, alimentada a álcool; lâmpada votiva alimentada a azeite; luz elétrica; nada é estabelecido por regras rígidas.

O PERFUME

O terceiro elemento é o "perfume". Poderá parecer tarefa singela, especialmente, seguindo o uso já consagrado de ser "acendido" um defumador.

Posto o incenso não seja propriamente de uso básico em Maçonaria, a sua queima obedece à tradição esotérica milenar. Todos os povos em suas cerimônias religiosas usaram e continuam a usar substâncias aromáticas, a guiza de perfume em seus cultos.

A Maçonaria por sua vez, não poderia apresentar-se como exceção; sempre o usou e continua a fazê-lo.

A melhor das fontes escritas e a mais antiga que temos e que com extrema facilidade todos podem consultá-la, é sem dúvida a História Sagrada, ou Bíblia.

Esse "passado" está a nos comprovar que tanto no culto missal da Igreja Católica como na Liturgia Maçônica, o "incenso", atua como "inebriante" condutor à meditação.

A verdade é que, para a formação da Cadeia de União, a queima do incenso é recomendável pelos "efeitos" que causa.

A POSTURA

A formação da Cadeia de União exige a postura dos seus "elos", obediente às forças físicas que desprende.

Os pés formando esquadria, com os calcanhares unidos e as pontas tocando as do irmão que lhe está ao lado.

Os braços cruzados, passando o direito sobre o esquerdo de modo que a mão direita de um, aperte a esquerda de outro.

As mentes unidas através de um só pensamento são os três pontos de comunicação "".
A respiração uniforme, e a magia do "som",

fará com que a cadeia se transforme em um "só corpo", e por instantes, "circulará" a vida de cada um na vida do irmão que está ao seu lado; será a verdadeira e mística união.

Os benefícios da Cadeia de União são notados pelo progresso da Loja, pela harmonia de conduta e pela satisfação advinda.

A Maçonaria, além da parte mística que oferece, é a união de Irmãos predispostos a valorizar a criatura humana, para que ela possa se sentir feliz, dentro de um Mundo cada vez mais complexo.

Formar a Cadeia de União, apenas, semestralmente, com a finalidade de transmitir a "Palavra Semestral" seria proporcionar ao Membro de uma Loja, escassa atividade espiritual, restringir ao máximo o direito que todos adquirem de usufruir da "força" que representa a "União em Cadeia", do benefício da meditação e do fortalecimento íntimo através da Paz.

CONCLUSÃO

Adaptado do texto do Ir\Rizzardo da Camino

Na Cadeia de União não existe um elo maior que outro, porque na Instituição Fraternal não cabem hierarquias nem proeminências; todos são iguais no direito, todos estão obrigados ao cumprimento de idênticos deveres. Não existe diferença em sua configuração, porque todos os seres humanos são igualmente frágeis e imperfeitos, nem pode ser de metais variados, porque estão todos do mesmo modo sujeitos a dor, a desgraça, a fraqueza, e fatalmente condenados à obra destruidora dos anos e da inevitável decomposição da matéria no seio da morte.
A Cadeia de União simboliza a igualdade mais estrita e a fraternidade mais pura, se estende do Oriente ao Ocidente e do Norte ao Sul do Templo, da mesma forma como o princípio da civilização se estende por todo o Mundo.

Ela recorda que são verdadeiros Irmãos todos os Maçons que povoam a Terra. Ela adverte que a Instituição, maior que as religiões, mais justa que os idiomas, abraça todo o Mundo conhecido, unindo com ramos de flores, raças, povos, nações e continentes.

A Cadeia de União é universal e eterna, como eternos e universais são o amor, a bondade, o progresso e a justiça; que todos os seres humanos, agora e sempre, se unam e se abracem constituindo uma só Cadeia de União interminável, envolvendo toda a esfera do mundo habitado!
Irmão Luiz Clóvis da Silva Grassi

As Sessões Maçônicas Desmotivadoras

“Precisamos de novos conceitos sociais, morais, científicos e ecológicos, e serem determinados por novas condições de vida da humanidade, hoje e no futuro”. I. T. Frolov.

Porque a baixa freqüência dos II:. nas sessões maçônicas e as inúmeras desistências?
Há um princípio geral de Psicologia Educacional, de que toda conduta é motivada, entretanto nossas reuniões privam pela repetição monótona de uma ritualística cansativa e sem qualquer utilidade prática. Trabalhos escritos e copiados de outros repisando temas já anteriormente apresentados, e muitas vezes lidos de modo gaguejante, sem a devida acentuação tônica para criar um clima emocional.
V:.M:. ou irmãos eruditos ou pseudo-eruditos a usarem e abusarem no uso da palavra para exporem seus conhecimentos de almanaques de farmácias, ou inoportunas críticas a opúsculos apresentados. Outros irmãos dedicam-se, aos erros ritualísticos, como: o uso de espadas e bastões; ou, ainda, os historiadores de ocasião que lêem longas biografias endeusando personagens históricos, cujas reputações apresentadas como exemplares, não resistem a uma apreciação mais profunda e desapaixonada.

Toda semana durante duas ou mais horas seguidas, todos sentados com dorso do corpo apoiado no espaldar da cadeira, e as mãos postadas abertas sobre a coxa (posição ritualística?), como nos antigos colégios religiosos. Depois de horas de tédio e, porque não, de angústia esperando o fim daquela chatice semanal. Todos têm um ponto de saturação e, no momento, que ele é alcançado, o pobre sofredor vai procurar em outro lugar um lazer mais reconfortante, para aliviá-lo das tensões causadas pela dura luta do pão de cada dia.

A fim de se evitar divagações inconseqüentes vamos tentar criar uma axiomática sobre Maçonaria:
1º) é uma sociedade cível, sujeita as leis da comunidade onde se instala;
2º) é uma agremiação iniciática, o que a diferencia dos clubes de serviço (Rotary e Lyons);
3º) tem por principal objetivo o conhecimento do homem e da natureza;
4º) os meios empregados por ela é da execução de atos simbólicos que formam os ritos, o ensino mútuo e o exemplo, a cultura intelectual, e a prática da fraternidade e solidariedade;
5º) a melhoria moral e material da humanidade, baseada na crença do progresso infinito dela;
6º) o cultivo da tolerância; e
7º) abstração de todas as distinções sociais.

Segundo J. Boucher: “a pátria do maçom é a terra inteira, e não só o local onde nasceu ou a coletividade em que se desenvolveu”.

Pertencemos ao nosso ambiente social, pois em última instância somo regidos pelas mesmas leis, cuja essência encontramo-la na Declaração dos Direitos Humanos, a qual sofreu a influência segura das idéias do iluminismo, adotadas pelos maçons, principalmente, europeus. Logo não podemos continuar isolados dos graves problemas sociais, políticos, religiosos, filosóficos, científicos e, sobretudo, ecológicos. Afirmamos ser o aspecto mais importante da Maçonaria, o iniciático; herança conservada por nós dos primitivos rituais dos povos totêmicos, e tinham por finalidade a preparação do púbere (10 ou 12 anos) para ocupar o seu lugar na comunidade. Em síntese a iniciação arcaica tinha suas provas (atirar o menino no ar e surrá-lo), pintura dos símbolos totêmicos e mutilações. Depois de anos a cerimônia culminava, geralmente, com a “benção do fogo”.

Durante todos os anos, até a integração no grupo, não se descuidava da educação prática, imitando os adultos instrutores, tendo como tema a caça, a agricultura; o lazer dele (o menino) é dirigido num sentido pragmático.

Examinando as sete proposições axiomáticas concluímos ter a Maçonaria uma função educativa, ou seja, uma escola de vida.

Segundo conceitos modernos, como escola ela teria de ter objetivos, um currículo e um método de ensino.

Referente aos objetivos teríamos: o conhecimento do homem e da natureza, através das atuais conquistas científicas; a prática da tolerância, da fraternidade e da solidariedade; a igualdade de direitos de seus membros e, consequentemente, a melhoria moral, material e, por que não espiritual da humanidade.

Currículo é a forma aportuguesada e simplificada do latim: curriculum vitae. Porém no Brasil é usado como a relação de matérias de um curso. Ele deve apresentar ao maçom em forma idealizada; a vida presente com suas atividades sociais, aspirações éticas, e a apreciação no momento atual do valor cultural do passado. Logo implicaria não só as disciplinas obrigatórias da Maçonaria: Simbólica, Ritualística, Filosofia, e História mas, também, o estudo comparado com o acervo geral do conhecimento da sociedade e suas múltiplas conseqüências no presente, fazendo uma projeção para o futuro. Entretanto temos notado que vem predominando os trabalhos descritivos de História, enquanto as demais matérias, talvez mais importantes, são relegadas a um segundo plano com a repetição dos trabalhos de maçons dos séculos passados com todos os erros, crendices e superstições. Pode-se dizer que aproximadamente noventa por cento dos escritores maçons dedicam-se à historiografia, ou pelo menos predominantemente, enquanto as outras matérias de interesse não só maçônico, porém, sobretudo, biopsicossocial são tratadas raramente e com superficialidade.

Quanto ao método que é o processo de usar este material de cultura para chegarmos aos objetivos.

Continuamos a usar a antiga e cansativa “aula magistral” dos doutos catedráticos presos ainda Escolástica. São as preleções, a base de saliva e da personalidade carismática do sábio. As vezes a mensagem é recebida, entendida e esquecida, outras vezes o tema se prolonga indefinidamente, sem ligações lógicas com os argumentos apresentados, sobretudo, quando o expositor parece não saber como terminar.

Existe a necessidade de começarmos a usar os modernos recursos didáticos como a televisão, o computador, projeção de transparências, “slides” e outros meios em exposições curtas seguidas de debates. Também poderíamos trazer as técnicas de dinâmica de Grupos(grandes ou pequenos), simpósios, seminários, evitando sempre as conferências magistrais. Contudo teremos de sacrificar o velho costume das sessões ritualísticas; herança, possível, da missa dominical, fazendo-as, somente, nas iniciações, elevações e exaltações, ou como treinamento para elas, como faziam os maçons especulativos de 1717.

Caberá a toda a nossa geração reiniciar o trabalho especulativo, teórico da Grande Loja Unida de Londres, e não seguirmos os princípios retrógrados inspirados por Lawrence Delmotl à Grande Loja de York; que predominaram na fusão de 1813, representando um retrocesso às conquistas dos filósofos iluministas e deístas.

A tarefa é muito grande, mas é necessário ser iniciada com a máxima urgência, pois a evolução não espera.

Hodiernamente, está difícil encontrarmos na sociedade elementos com os predicados exigidos pela ordem e, é mais difícil mantê-los pelas lutas de grupinhos por um poder efêmero, bem como pela monotonia insossa de nossas inúteis sessões econômicas ritualísticas. Geralmente os mais evoluídos, mais dinâmicos, mais atuantes sentem a luta inglória de procurar uma nova mensagem na Maçonaria e nada encontram.

Também, a massa informe do povo maçônico cansa-se de ouvir e ver sempre as mesmas pantomima e depois de algum tempo já sabem de tudo e, portanto, nada mais têm a fazer ou aprender, e vão-se. Ficam os teimosos que não acreditam ser aquela mediocridade o resultado de séculos ou milênios; se considerarmos as corporações de ofício e a Maçonaria Teórica, duma entidade tão criticada ou endeusada, admirada e cultuada por grandes expoentes da humanidade, seja unicamente aquelas práticas e mensagens insípidas, e como verdadeiros homens partem em busca da verdade e acendem luzes que vão clareando novos conceitos fraternais e afastando as trevas da ignorância geradoras da crendices e superstições.
Autoria do Irmão Breno Trautwein - (in memorian)

BIBLIOGRAFIA:
1- CAPRA, Fritjof – A Teia da Vida – Editora Cultrix Ltda. – 1998 – São Paulo SP.
2- HUISMAN, Denis e André Vergez – Curso Moderno de Filosofia – 2 Volumes: Introdução À Filosofia das Ciências e A Ação – Livraria Freitas Bastos S.A. – 1966 – Rio de Janeiro RJ.
3- HUTIN, Serge – As Sociedades Secretas – Editorial Inquérito Ltda – Lisboa – Portugal.
4- MONROE, Paul – História da Educação – Companhia Editora Nacional – 1954 – São Paulo SP.
5- SALZANO, Francisco M. – 1) Evolução do Mundo e do Homem. 2) Biologia Cultura e Evolução – 1995 e 1998 – Editora da Universidade de Porto Alegre – Porto Alegre RS.

A Importância da Ética na Maçonaria

A abordagem de um assunto complexo exige algumas premissas, que, embora verdades inconcussas, podem ser, muitas vezes, esquecidas, em benefício de interesses pessoais de momento.

A primeira premissa esclarece que a Maçonaria é uma Fraternidade. Ora, o substantivo feminino fraternidade designa o parentesco de irmãos, o amor ao próximo, a harmonia, a boa amizade, a união ou convivência como de irmãos. Isso leva à conclusão de que, na organização designada, genericamente, como Maçonaria, ou Franco-Maçonaria, definida como uma Fraternidade, deve prevalecer a harmonia e reinar a união ou convivência como de irmãos.

A segunda premissa afirma que a Maçonaria, como uma Fraternidade, deve ser uma instituição fundamentalmente ética. O substantivo feminino ética designa a reflexão filosófica sobre a moralidade, ou seja, sobre as regras e códigos morais que orientam a conduta humana; refere-se, também, à parte da Filosofia que tem por objetivo a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento dos princípios normativos da conduta humana, segundo esse sistema de valores. Sendo, a Maçonaria, até pela sua definição, uma organização ética, devem ser rígidos os códigos de moral e alto o sistema de valores, que orientam a conduta entre maçons.

Todos os códigos maçônicos ressaltam a importância dos valores éticos entre maçons, ou seja, entre Irmãos. Isso está bem evidente em disposições inseridas em textos constitucionais, as quais, com pequenas variações de Obediência para Obediência, afirmam que, entre outros, são deveres do maçom:

"Reconhecer como Irmão todo maçom e prestar-lhe, em quaisquer circunstâncias, a proteção e ajuda de que necessitar, principalmente contra as injustiças de que for alvo;

Haver-se sempre com probidade, praticando o bem, a tolerância e a fraternidade humana".

E completam, destacando que:

"Não são permitidas polêmicas de caráter pessoal nem ataques prejudiciais à reputação de Irmãos, nem se admite o anonimato".

A ética, todavia, não fica restrita apenas às relações entre maçons, mas, também,, às destes com as Obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes, em textos escritos. Isso está bem caracterizado no dispositivo legal, que admite ser direito do maçom:

"Publicar artigos, livros, ou periódicos que não violem o sigilo maçônico nem prejudiquem o bom conceito da (do) Grande Loja (Grande Oriente)".

A par, entretanto, dessa ética de caráter interno, há aquela reconhecida em todos os meios sociais e que considera atentatórias às regras e códigos morais das sociedades ditas civilizadas, atitudes como:

1. Divulgar denúncia de fatos, sem a necessária comprovação, o que envolve difamação e calúnia;

2. Difamar e atacar pessoas, em conversas e em reuniões, sem a presença dos atingidos pelos ataques;

3. Divulgar, por qualquer veículo, o texto de cartas particulares e, portanto, confidenciais;

4. Atacar pessoas e instituições, sem lhes dar o direito de resposta no mesmo veículo e no mesmo local em que foi publicado o ataque (e esse é um direito garantido por lei);

5. Ter conhecimento de que alguém está incorrendo em atitudes antiéticas, como as citadas, e nada fazer, ou, o que é pior, ajudar a incrementá-las;

6. Aproveitar uma situação de inimputabilidade penal --- por qualquer motivo, inclusive senilidade --- para produzir ataques, difamações e injúrias contra pessoas e/ou instituições.

Atitudes antiéticas, como essas citadas, ocorrem todos os dias, na sociedade atual, principalmente em épocas de campanha eleitoral, de crises econômicas, de tumulto social; ocorrem, também, nos meios onde a intriga e os mexericos fazem parte do ofício e trazem dividendos financeiros, como é o caso das "colunas sociais" e da mídia especializada em futricas de rádio, televisão e teatro. É claro que ocorrem! A sociedade atual, graças ao esgarçamento de sua estrutura familiar e ao avanço avassalador da amoralidade, é, hoje, altamente antiética : a solidariedade é moeda em baixa; o respeito às demais pessoas é praticamente inexistente; o acatamento da lei e da ordem vai escorrendo pelo ralo; a deslealdade, no sentido de auferir vantagens, vai de vento em popa; quem está por cima, pisa na cara de quem está por baixo; e quem está por baixo tenta puxar o tapete de quem está por cima.

A Maçonaria, contudo, deveria dar o exemplo de moral e de ética. Afinal de contas, ela afirma, em todas as suas Cartas Magnas, que:

"Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. (...) Proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um".

Nem sempre, porém, isso acontece. A Instituição maçônica, doutrinariamente, é perfeita, mas os homens são apenas perfectíveis. Procuram se aperfeiçoar, mas muitos nem sempre conseguem o seu intento, mesmo depois de muitos e muitos anos de vida templária, persistindo nas atitudes aéticas e antiéticas, que lhes embotam o espírito e assolam o ideal de solidariedade, de moral e de respeito à dignidade humana.

Para aqueles que pretendem, realmente, se aperfeiçoar, valem os conselhos contidos numa mensagem encontrada na antiga igreja de Saint Paul, em Baltimore, datada de 1692 :

"Vá plácido entre o barulho e a pressa lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade, clara e calmamente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes, pois também eles têm a sua história. Evite pessoas barulhentas e agressivas. Elas são tormento para o espírito. Se você se comparar a outros, pode se tornar vaidoso e amargo, porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. Desfrute suas conquistas, assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, ainda que humilde; é o que realmente se possui, na sorte incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios, porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais e, por toda parte, a vida é cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Principalmente, não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor, porque, em face de toda aridez e desencanto, ele é perene como a grama. Aceite, gentilmente, o conselho dos anos, renunciando, com benevolência, às coisas sa juventude. Cultive a força do espírito, para proteger-se, num infortúnio inesperado.

Mas não se desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do Universo; não menos que as árvores e as estrelas, você tem o direito de estar aqui. E que seja claro, ou não, para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja a sua forma de conhecê-lo, e, sejam quais forem sua lida e suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com sua alma. Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo maravilhoso. Esteja atento"!

Autoria do Irmão José Castellani,
Do livro "Fragmentos da Pedra Bruta"

terça-feira, abril 15, 2008

Transmissão do Cargo de Grão Mestre do GOB-SC



No dia 14 de abril, na Loja Prof. Mâncio da Costa que funciona na Fundação da Arte Real - na Avenida Beira Mar Norte em Florianópolis, deu-se a transmissão do Cargo de Grão Mestre do GOB-SC, do Eminente Irmão Ib Silva para o Irmão Wagner Sandoval Barbosa (Grão Mestre Adjunto), por um período de quinze dias, por motivos de viagem do Eminente Grão Mestre do GOB-SC Irmão IB Silva ao exterior.

Nesta ocasião fizeram-se presentes muitos Irmãos, várias autoridades do GOB-SC, os Irmãos dos “Bodes do Asfalto”, motoqueiros maçons que congregam mais de 2000 Irmãos e a Bancada Catarinense do GOB, que desejaram ao Irmão Ib Silva uma boa viagem e um justo descanso e saudaram o Irmão Wagner Sandoval Barbosa pelo seu percurso até ao Grão Mestrado.


segunda-feira, abril 14, 2008

Um Venerável Justo e Perfeito

Quando na Loja algo não dá certo, culpa-se o Venerável.

Anualmente é eleito pelos seus pares um novo Venerável Mestre que, entusiasmado pelo cargo, com as mãos cheias de enorme responsabilidade, faz a programação, nem sempre cumprida com o êxito desejado. Isso se justifica pela falta de responsabilidade, de coragem, pelo desânimo, negligência, indiferença ou ausências às Sessões; pela inadimplência, ou seja, descumprimento de compromissos com a Tesouraria, pela falta de apoio, comprometimento, incompreensão e negação da devida atenção de alguns Irmãos.

Formalmente falando, buscamos para V.'.M.'. um homem sensato, de conduta ilibada, com as qualificações para ensinar e aprender a se desencumbir muito bem de sua função. É preciso iniciar a jornada pela base, pelo estudo, de modo a não nos faltar a paz, o equilíbrio e a tolerância para discernir quem será o melhor Candidato.

Alguém pode ser brilhante orador, professor, empresário, médico, juiz ou advogado, mas nem sempre pode ser qualificado para "guia dos Irmãos" de uma Loja Maçônica. Ter nome famoso, riqueza e posição social, dispor de força ou autoridade, não são qualificações para tal fim. Devemos ter certeza que ele possui conhecimentos maçônicos, compreensão e prática da fé raciocinada que deverá nos transmitir para facilitar a jornada evolutiva de todo o quadro de obreiros da Loja.

A vaidade pode conduzir um homem a considerar-se poderoso e infalível, porém, os mais avisados sabem que na Maçonaria não existem "poderosos e infalíveis" e, sendo uma fraternidade, não há outra Instituição onde melhor se aplique o lema: "liberdade, igualdade, fraternidade".

Um dos problemas internos das Lojas é que muitos Irmãos mais presunçosos e despreparados, depois de serem exaltados, deixam de estudar, achando que atingiram a "Plenitude Maçônica". Esses são os primeiros a cabalar com o objetivo de serem indicados candidatos ao cargo de V.'.M.'., tendo sucesso em Lojas que, sem critérios ou cuidados, promovem sua eleição, propiciando o desrespeito às tradições da Ordem por pura omissão, conivência ou até covardia.
Outras vezes Irmãos, por melindres, intrigas, ou apenas pela facilidade de magoar-se; pela satisfação de vaidades pessoais ou birra, trazem candidatos para o "trono de Salomão", tão somente voltados para seus relacionamentos. Pior ainda é que, eleitos e empossados, eles banalizam a ritualística, acham que mudar e inventar futilidades (abobrinhas) é sinônimo de modernização e inovação.
A Maçonaria, principalmente a anglo-saxônica, mostra-se completamente avessa, a esse e a tantos outros desvios de conduta e de proceder antimaçônico. Ameaçam, rugem, mais felizmente não mordem. Mesmo assim, depois vem o lamento pela má escolha, mas deles também é a responsabilidade da colheita daquilo que plantaram. O que devemos fazer para ajudar a impedir o sucesso desses insensatos que faltam à fé jurada? É necessário que meditem sobre disciplina que envolve o estudo, a reflexão em torno dos princípios maçônicos, e o empenho responsável de renovação do verdadeiro maçom.

Ouvindo "o programa administrativo ou de trabalho" (plataforma dos candidatos); vendo o modo como se comportaram nos cargos exercidos nos últimos anos; se aprenderam a melhor lidar com o diferente, considerando acima de tudo seu carisma, ou seja, suas qualidades especiais de liderança, derivadas de individualidade excepcional, somando o conjunto dessas e outras qualidades, podem avaliar e melhor determinar se o candidato está apto para assumir esse desafio.

É imprescindível considerar entre seus procedimentos, o conhecimento doutrinário; se chefia sua família de maneira ajustada; se sua condição financeira é digna, estável, etc. Quanto mais claramente conseguirmos ver as qualidades do candidato, mais valioso ele se torna para nós. Uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados muitas vezes desastrosos. Não bastam anos de frequência às reuniões ou a leitura de alguns livros maçônicos, para dominar-se

o conhecimento exigido. Para pleitear o honroso cargo, é preciso estudar – única forma de alcançar o aprendizado - porque aprender é, evidentemente, um ato de humildade. Mas para adquirir sabedoria, é preciso observar. Só assim conseguiremos, ao invés de colocar o homem no centro de tudo, descobrir o tudo que está no centro do homem.

O candidato quando bem selecionado, pode desempenhar essa missão gloriosa, conduzindo-a com mãos suficientemente fortes para afagar e aplaudir; sabedoria para ensinar e modéstia para aprender, e por este conhecimento, fazer-se paciente, puro, pacífico e justo; adquirindo a aptdão de reconhecer o seu limitado poder e abundantes erros; sua capacidade e suas falhas; seus direitos e deveres; dispor de força para, ciente de tudo isso, se livrar das paixões humanas e assim adquirir a antevisão e o equilíbrio necessários para se desencumbir muito bem dos obstáculos em seu Veneralato, levando Paz, Amor Fraternal e Progresso à sua Loja.
O V.'. M.'. escolhido tem que ser um lider agregador que entusiasma seus Irmãos pelo devotamento e abnegação à Maçonaria. Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita benevolência. Trata os Ilr.'. da forma como deseja ser tratado e ajuda-os a se tornarem o que são capazes de ser: filhos amados do Criador do Universo, portanto IRMÃOS.

Agradece os Ilr.'. pela oportunidade de evoluir junto a todos; procura respostas dentro de si mesmo; refaz suas crenças, redime equívocos e culpas; regenera erros e falhas, distribui perdão; espalha as sementes da harmonia, da concórdia e da felicidade que contaminam a Loja, que é a soma de valores do conjunto dos Irmãos do quadro, o sinal que marca a direção do aperfeiçoamento; valoriza tudo de bom e o melhor que existe em cada Obreiro. Ama todos os sonhos que calam os corações de Irmãos constrangidos, humildes, que sentem e não falam.
Na sua função, todas as realizações, todos os sucessos ou insucessos serão frutos da sementeira já plantada ou das circunstâncias forjadas por seu próprio comportamento.

Mas seria cômodo transferir tudo que o desagradou à ação de ex-Veneráveis e fugir de responsabilidades, quase sempre justificando seus erros com erros dos outro? Não, isso não seria conduta de um Maçom e muito menos do Venerável justo e perfeito.

Todo V.'. M.'.deseja o crescimento, o melhoramento, o progresso de sua Loja. Para tanto precisa ter projetos (planejamento, metas e meios), não só quanto à formação de sua administração (onde o que um não faz, o outro faz. Assim cada um tem seu papel útil a desempenhar); à previsão do trabalho e envolvimento de todos na ação filantrópica; a reunião dos mais íntimos com ele afinados, e que juntos possam formar um quadro coeso, de Irmãos compreensivos e amorosos que o ajudem a superar o peso das decisões que caiam sobre seus ombros. A eles poderá pedir conselhos, orientação e apoio, que, certamente, jamais lhes serão recusados.
Não deve se considerar com poderes absolutos e independentes, nem esquecer que seus poderes são claramente especificados e delimitados pelo Estatuto da Obediência e aos usos e costumes da Ordem. Ele não só está obrigado a se pautar por essas obrigações estatutárias, mas tem de respeitá-Ias, devido à sua condição especial de Venerável Mestre da Loja.

Precisa compreender que ao outro assiste o direito de ter opinião contrária à sua. Deve procurar criar uma empatia com o crítico, ver o assunto do ponto de vista dele, manifestando entender o seu sentimento. Sendo todos iguais, ninguém é mais forte ou mais fraco e deixa que perceba isso. Assim ele compreenderá que o seu direito de opinar está sendo respeitado.

Quando um Irmão necessita falar ouve-o; quando acha que vai cair, ampara-o; quando pensa em desistir, estimula-o.

A bondade e a confiança de seus pares que o elevaram a essa posição de destaque, exige ser usada com sabedoria, aplicando-a no comprometimento da justiça, nunca na causa da opressão.
Administrará sua Loja com afeição, cortesia, boa vontade e amizade, nunca impondo o poder pelo argumento da força.

No desempenho de sua função terá sempre à vista que ninguém vence sozinho, mas jamais permanecerá na ofuscação das influências dos que o apoiaram ou se deixará dominar por qualquer tentativa de predominância. Ele como V.'.M.'. é responsável por tudo o que acontecer de certo ou de errado em sua Loja. Por mais que se queixe da "herança perversa recebida" de seu antecessor; de Iniciações de candidatos mal selecionados, fardos que agora estão sobre sua carga; de Irmãos que faltam ao sigilo, à disciplina; da desorganização da Secretaria e da Tesouraria da Loja, que motivam contrariedades, causam prejuízos de ordem moral e monetária de difícil reajustamento. Deve verificar antes o que ele tem feito para modificar, agilizar e melhorar esse quadro.

A condução de uma Loja dá trabalho, requer paciência, é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. Deve ser feita com destreza, dedicação, vontade e habilidade.

Forçado é perceber que possuímos em nossos Irmãos os reflexos de nós mesmos. Cabe-nos, por isso mesmo tentar compreendê-los, pela própria consciência, para poder extirpar espinhos, separar as coisas daninhas, ruins, que surgem entre as boas que semeamos no solo bendito do tempo e da vida que se não forem bem cuidadas serão corrompidas.

A todos fala, mas poucos o ouvem. A todos ensina, mas poucos o compreendem. A todos chama, esperando que alguém o ajude, mas poucos o atendem. Contudo sabe que não está só, que há muitos Irmãos (a maioria) compartilhando seu amor para acontecer a Fraternidade Universal.
Quando o V.'. M.'. lança a semente da união, chame-o fraternidade. Quando nos convida a analisar nossos feitos para reconhecer erros cometidos, chame-o consciência. Quando aos defeitos alheios pede paciência, chame-o indulgência. Quando floresce um sentimento puro de amizade aos olhos de todos, chame-o amor. Quando aos nossos erros, incompreensões, medos, desânimos, perdoa de boa vontade, chame-o bondade. Quando a cada um deixa que receba segundo os seus atos, chame-os justiça. Quando nos lábios de um Irmão aparecer um sorriso, e mais outro, sorri junto, mesmo de coisas pequenas para provar ao mundo que quer oferecer o melhor, chame-o felicidade.
Quando valoriza a ritualística, o simbolismo, utilizando as Sessões Ordinárias como uma forma objetiva de instruir o Irmão, incentivando o estudo e a discussão de tudo que seja relevante para a Ordem em particular e para a sociedade em geral, chame-o instrutor. Quando estimula os Irmãos a apresentarem trabalhos de conteúdo, elaborados por eles, e reprova simplesmente cópias retiradas de livros, revistas ou Internet, e o que é ainda mais inconveniente, insensato e desastroso, o recurso do plágio, ou seja, a cópia ou imitação do trabalho alheio, sem menção do legitimo autor, aí sim, pode chamá-lo Mestre. Mestre sim, porque, sempre independente, nunca perde a alegria, nunca se acomoda e, como fiel condutor que representa o grupo, que ocupa a primeira posição de comando, isto é, comanda (manda com) seus liderados em qualquer linha de idéia, chame-o lider. Quando ao sair das reuniões cada um de nós se sinta fortalecido na prática da Arte Real, do bem e do amor ao próximo, pode chamar o local de Loja Maçônica Regular, Justa e Perfeita.

Acabando a tristeza e a preocupação, surge então a força, a esperança, a alegria, a confiança, a coragem, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância, o bom humor, de modo que a veemência e a determinação se tornam contagiantes, mas não esquecendo o perigo que representa a falta do entusiasmo que também contagia.

E, finalmente, ao se aproximar o término de seu Veneralato, faz uma reflexão sobre quais foram as atitudes reais de benemerência que vem tomando? (aqui nos referimos a auxílio financeiro a alguma Instituição filantrópica), falamos principalmente do "ombro amigo" na hora necessária, ou o empréstimo de seu ouvido para que as queixas fossem depositadas?

Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o Venerável Mestre ideal, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.
Agradeça caríssimo Irmão, toda a coragem nos momentos de tensão, o socorro da luz nos momentos de desânimo que sempre pode contar com verdadeiros Irmãos em seu Veneralato.
Nunca deixe de agradecer por ter sido a ferramenta, o instrumento de trabalho criado por Deus, usado como símbolo da moralidade, para trazer luz, calor, paz, sabedoria, beleza para muitos corações e amor sem medida no caminho de tantos Irmãos como sem medida foi por eles amado.
Encerrando o seu mandato, que consiga afirmar a todos os obreiros de sua Loja: "não sinto que caminhei só. Obrigado por estarem comigo. Obrigado por me demonstrarem quanto bem me querem. Eu também os quero bem. Gostaria de continuar, mas é tempo de "passar o malhete" e dizer: MISSÃO CUMPRIDA!"

Em nossas reflexões, que o amor desperte em nossos corações e juntos, com os olhos voltados para frente, consigamos tenacidade para construir o presente e audácia para arquitetar o futuro, por isso, NUNCA DEIXAREMOS NOSSO VENERÁVEL LUTAR E CAMINHAR SÓ!
Se todos nós desejamos ser felizes, devemos ter sempre em mente o provérbio, que diz: "Ao se dividir o amor, multiplica-se a felicidade".

A fim de vermos no Venerável Mestre de nossa Loja e em cada criatura, um Irmão a quem devemos dar as mãos para a renovação da confiança no Grande Arquiteto do Universo.
Agora você entende o perfil e o segredo de um Venerável justo e perfeito?
Autoria do Irmão Valdemar Sansão - M.'.M.'.

quarta-feira, abril 09, 2008

Carta Maçônica de Santa Catarina

(O Poder Legislativo do GOB-SC através de seus) Os Deputados da Poderosa Assembléia Estadual Legislativa do Grande Oriente do Brasil - Santa Catarina, em seus trabalhos na 173ª Sessão Ordinária, do dia 15.12.2007, realizada na cidade de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, sob a crença de virtudes que existe nos seres humanos, como a moral, a ética, os bons costumes, atitudes que norteiam a boa convivência e o engrandecimento de uma sociedade justa e perfeita em seus princípios basilares com o espírito voltado ao Supremo Arquiteto do Universo,

PROCLAMAM:

Ao povo do Estado de Santa Catarina e à Nação brasileira, sua desilusão com os acontecimentos que vêm comprometendo a honra e a dignidade das mais altas instâncias dos poderes do Estado no Brasil.

Em decorrência da malversação do dinheiro público por políticos inescrupulosos que se mantém no poder através de corrupção e de condutas não condizentes com os cargos exercidos, faltará inevitavelmente recursos para as necessidades sociais básicas da população como: Educação, saúde, segurança, habitação e transportes, criando desta forma um cenário de exclusão social.

Inconformados com fatos lamentáveis em tempos passado e atual, na vida política nacional, e que angustiam a todos, os maçons declaram-se dispostos a propugnar por mudanças, com a força e a coragem exigidas, destes tristes acontecimentos, divulgados em nossas mídias, diariamente, e a aplicar todos seus esforços na solução dos problemas e não na protelação dos mesmos.

Uma mudança de mentalidade que extirpe a conquista de vantagens imediatas, passa pelo salvamento de valores éticos e morais, tarefa destinada a seres especiais, capazes de compatibilizar os anseios com as possibilidades, os prazeres com a felicidade e o sonho com a realidade, assim reconstruiremos uma sociedade melhor a partir desta reflexão.

Só a inteligência possibilita mudanças por melhores dias, necessitando portanto, a efetiva ação dos que tem senso crítico e que possam ajudar na transformação para uma sociedade melhor, mais justa e fraterna.

Florianópolis, 15 de dezembro de 2007.

Antonio Marius Bagnati
Presidente da PAEL/SC